Escalado para viver o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no cinema, o ator norte-americano Jim Caviezel acabou chamando atenção no Natal desta quinta-feira, dia 25, ao mandar um recado direto para a família do líder conservador brasileiro. O gesto, simples à primeira vista, ganhou força nas redes sociais e rapidamente passou a circular em grupos políticos e páginas de notícias, como costuma acontecer em datas simbólicas como essa.
A mensagem foi publicada no Instagram do próprio ator. No post, Caviezel desejou um “feliz Natal especial para a família Bolsonaro”, em um tom cordial e religioso, algo que combina tanto com o período natalino quanto com a imagem pública que ele costuma transmitir. O detalhe que mais chamou atenção, porém, foi a imagem escolhida: o ator aparece caracterizado como Bolsonaro, vestindo uma camisa da Seleção Brasileira, elemento que reforça o clima patriótico e também ajuda a promover o filme em que ele vai atuar.
Na legenda da publicação, Jim Caviezel fez questão de marcar praticamente toda a família do ex-presidente. Foram citados Jair Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-vereador Carlos Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o vereador Renan Bolsonaro. Além disso, o ator ainda mencionou Laura Bolsonaro, mesmo ela não tendo conta no Instagram, o que foi visto por apoiadores como um gesto de respeito e consideração.
Como era esperado, a postagem gerou muitos comentários. Entre críticas, elogios e debates políticos — algo quase inevitável quando o nome Bolsonaro entra em cena —, um comentário em especial se destacou. Eduardo Bolsonaro respondeu diretamente ao ator, agradecendo pela mensagem. “Obrigado, Jim. Deus abençoe você e sua família”, escreveu o deputado, mantendo um tom simples e alinhado com o espírito natalino.
Esse episódio acontece em um momento em que o nome de Jair Bolsonaro continua sendo pauta frequente no noticiário, mesmo fora do Palácio do Planalto. Seja por questões judiciais, declarações públicas ou agora por um filme biográfico internacional, o ex-presidente segue mobilizando atenção. E o cinema, mais uma vez, aparece como uma ferramenta poderosa para revisitar personagens políticos recentes, algo que já vimos acontecer com líderes de vários países.
O filme em questão se chama Dark Horse e tem lançamento previsto para 2026. A direção é de Cyrus Nowrasteh, cineasta conhecido por produções com forte viés político e religioso. A proposta do longa é contar os bastidores da campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018, ano que marcou uma virada importante na política brasileira. Entre os principais acontecimentos retratados estará o atentado a faca sofrido pelo então candidato, durante um ato de campanha em Juiz de Fora, episódio que mudou completamente o rumo daquela eleição.
O roteiro do filme é assinado por Mário Frias, ex-secretário de Cultura e aliado político de Bolsonaro. Esse detalhe, claro, já gera debates antes mesmo da estreia, com críticos questionando o tom que a produção deve adotar. Para apoiadores, será uma forma de registrar a história sob uma ótica que eles consideram ignorada. Para opositores, pode soar como uma visão romantizada dos fatos. Isso tudo, no entanto, só ficará mais claro quando o filme finalmente chegar às telas.
Enquanto 2026 não chega, gestos como o de Caviezel ajudam a manter Dark Horse no radar. Um simples post de Natal, feito em um dia em que muita gente estava reunida com a família ou rolando o feed sem muita pretensão, acabou virando notícia. E assim, entre likes, comentários e polêmicas, o cinema e a política seguem caminhando juntos, principalmente em tempos de redes sociais.