Cão morre de hipertermia 6 horas após ser deixado em hotel pet: ‘Confiei neles’

Tragédia em Hotel Pet: O Descaso que Causou a Morte de um Pug em Santos

Na última segunda-feira, dia 12 de janeiro, um incidente trágico ocorreu em Santos, no litoral de São Paulo, que deixou muitos amantes de animais chocados. Um pug chamado Bucky, que estava sob os cuidados de um hotel e creche pet, faleceu em decorrência de hipertermia. A tutora do cão, Rosana Gemignani Cardoso, busca respostas e justiça por essa situação dolorosa.

O Contexto da Tragédia

Bucky, um adorável pug que fazia parte da família de Rosana há seis anos, foi deixado no Clube Auau, um hotel pet que prometia cuidados adequados para animais, especialmente aqueles com predisposição a problemas respiratórios, como os braquicefálicos. Rosana, uma engenheira eletricista de 55 anos, havia escolhido o local após ler avaliações positivas e, por isso, sentia-se segura em deixar seu amado cão lá enquanto a família viajava.

Infelizmente, essa confiança foi colocada à prova quando, poucas horas depois de deixar Bucky no hotel, Rosana recebeu uma mensagem alarmante. Uma funcionária do hotel informou que o cão estava “molhinho” e espumando pela boca. Apesar de ter sido feita uma tentativa de resfriamento imediato, Bucky foi levado a uma clínica veterinária, onde chegou em estado crítico.

O Que Realmente Aconteceu?

De acordo com a nota do hotel, Bucky teve um mal súbito por volta das 17h30, e a equipe iniciou os primeiros socorros imediatamente. Contudo, o laudo veterinário revelou que, ao chegar à clínica, Bucky apresentava sinais preocupantes: temperatura corporal de 40,7ºC, ausência de reflexos e um quadro geral de hipertermia grave. Apesar das tentativas de reanimação, o pug não sobreviveu.

O Impacto na Família

A morte de Bucky não afetou apenas Rosana, mas também sua filha, que possui Transtorno do Espectro Autista (TEA). A perda do cão, que era seu suporte emocional, resultou em surtos e necessidade de medicação para a jovem. Rosana, que havia planejado essa viagem como uma celebração de sua recuperação de um câncer, se viu forçada a cancelar tudo em razão dessa tragédia.

A tutora expressou sua frustração e impotência diante da situação. “Como um cachorro que parecia estar bem pode morrer assim?” questionou. Ela relatou que, mesmo após receber informações de que os batimentos cardíacos de Bucky estavam normais, a realidade se mostrou muito mais sombria.

Busca por Justiça

Determinada a buscar respostas, Rosana registrou o caso na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos e está disposta a seguir com os trâmites judiciais. Ela deseja saber se o hotel realmente seguiu os protocolos adequados para cuidar de Bucky, principalmente considerando que a temperatura na região estava alta. “Jamais se recupera um cachorro assim. Um ventilador não é suficiente”, desabafou.

A Resposta do Hotel

Em resposta à situação, o Clube Auau divulgou uma nota lamentando a morte de Bucky e afirmando que sempre priorizou o bem-estar dos animais. O hotel destacou que, na mesma data, outros cães que estavam nas mesmas condições permaneceram saudáveis e que nunca haviam registrado um episódio semelhante em quase uma década de operação.

Considerações Finais

Essa tragédia levanta importantes questões sobre a responsabilidade de estabelecimentos que cuidam de animais de estimação. É vital que tutores de pets se sintam seguros ao deixar seus animais sob cuidados de terceiros. O caso de Bucky é um lembrete doloroso de que a confiança deve ser sempre acompanhada de vigilância. A familia de Bucky continua a buscar justiça, e a esperança é que esse triste episódio leve a um maior cuidado e responsabilidade na proteção dos nossos amados animais.

Se você também se preocupa com o bem-estar dos animais, deixe seu comentário abaixo e compartilhe sua opinião sobre o que pode ser feito para evitar que tragédias como essa se repitam.



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