A jornalista Sonia Abrão apareceu visivelmente abalada nesta quinta-feira (08) ao comunicar ao público a morte de um grande amigo, alguém que ela fez questão de definir como “um grande homem”. Conhecida por não esconder emoções, a apresentadora usou as redes sociais para dividir o luto e prestar uma homenagem que rapidamente comoveu fãs e colegas da imprensa.
O amigo em questão era o Dr. Itagiba Antônio Vieira Franco, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo, figura respeitada dentro e fora da corporação. Sonia publicou a mensagem acompanhada de emojis de choro e de “amém”, algo simples, mas que dizia muito sobre o momento delicado que ela enfrenta. Para quem acompanha a comunicadora há anos, ficou claro que não se tratava apenas de uma perda profissional ou distante, mas de algo bem mais pessoal.
Em sua declaração, Sonia relembrou o apoio fundamental que recebeu de Itagiba em um dos períodos mais difíceis de sua vida: a morte do cantor Chorão, do Charlie Brown Jr., que era seu primo. “Um grande homem! Foi muito humano comigo e com minha família no caso da morte do meu primo Chorão! Nunca vou esquecer! Minha solidariedade a toda a família!”, escreveu a apresentadora, em resposta a uma mensagem publicada pelo jornalista Renato Lombardi, da Record TV.

A lembrança veio forte, principalmente porque o caso Chorão até hoje é citado quando se fala em como a mídia e as autoridades lidam com mortes de figuras públicas. Sonia, que viveu aquilo de perto, nunca escondeu o quanto foi duro atravessar aquele momento sob os holofotes. Segundo ela, a postura respeitosa e humana de Itagiba fez toda a diferença, algo raro, inclusive, nos dias atuais.
Renato Lombardi também fez questão de se manifestar. Em um texto emocionado, ele destacou a trajetória do ex-delegado e sua dedicação ao trabalho. “Morreu hoje um amigo, delegado competente que deixou sua marca no departamento de homicídios da Polícia Civil de São Paulo. Aposentado, enfrentava problemas de saúde. Nos falávamos quase todos os dias pelo watt. Triste”, escreveu. Lombardi ainda ressaltou que Itagiba trabalhou por muitos anos em defesa da sociedade, sempre com seriedade e compromisso.
Outras homenagens surgiram ao longo do dia. O poeta Marcelo Henrique, amigo da família de Itagiba, usou palavras mais densas, quase filosóficas, para definir quem foi o ex-delegado. Ele citou Juvenal, da Roma Antiga, ao lembrar que homens de real valor são raros. Para Marcelo, Itagiba era exatamente esse tipo de pessoa: íntegra, honrada e com virtudes humanas sólidas. Segundo ele, a ausência será sentida de forma profunda por todos que tiveram o privilégio de conviver com o delegado.
A Associação Internacional de Polícia também se pronunciou. O diretor executivo da entidade, Jarim Lopes Roseira, lamentou a morte e relembrou que Itagiba era um dos associados mais antigos, filiado desde março de 1984. “Era um grande amigo, de quem guardarei imensa saudade. Que Deus o tenha e console sua família”, afirmou.
A morte de Itagiba acontece em um momento em que muito se discute o papel das instituições e das figuras públicas na sociedade. Histórias como a dele acabam servindo de contraponto, lembrando que ainda existem profissionais que marcaram época pelo trabalho sério e pela postura ética. Para Sonia Abrão, fica não só a saudade, mas a gratidão. Uma perda que dói, dessas que não se resolvem com o tempo tão facil assim.