A cantora Claudia Leitte voltou a movimentar os bastidores da música baiana e, claro, das redes sociais. Depois de toda a polêmica envolvendo Ivete Sangalo no início de 2025, agora foi a vez dela se afastar de mais uma colega de longa data: Katê, nome artístico de Carla Wintor, ex-vocalista da banda VoaDois. A situação pegou muita gente de surpresa, já que as duas mantinham uma amizade antiga e até dividiram trabalhos no passado.
O estopim da crise entre Claudia e Katê teria sido um comentário público feito pela ex-cantora de axé, que hoje se dedica integralmente à vida religiosa. Katê se converteu, abandonou os palcos de Carnaval e shows de pagode, e passou a se envolver em atividades ligadas à igreja. Ao falar sobre Claudia Leitte, que segue firme no Axé mesmo se declarando evangélica, Katê soltou uma crítica dura:
“Que agonia vê-la tão cega e perdida, meu Deus. Tenha misericórdia dela, Jesus. Trabalho que não glorifica a Deus não é trabalho para quem segue a Jesus. Evangelho sem renúncia do que não vem dele e não é para ele, não é o evangelho de Jesus”, publicou.
A fala repercutiu rapidamente, e logo fãs começaram a notar que as duas ainda se seguiam no Instagram. Só que na manhã desta sexta-feira (26), a história mudou: Claudia não estava mais entre os seguidores de Katê, e vice-versa. Foi o sinal claro de que a relação azedou de vez.
Vale lembrar que não faz muito tempo Claudia e Katê chegaram a lançar juntas uma música chamada “Tô Pro Crime”, faixa que marcou a transição da carreira solo de Katê. Na época, Claudia era uma das maiores incentivadoras da amiga. Inclusive, Katê costumava chamar Claudia carinhosamente de “Kita”, e ambas apareciam juntas em eventos e entrevistas, sempre reforçando o laço de amizade.

Mas o cenário hoje é bem diferente. A cobrança sobre a postura de Claudia Leitte como artista evangélica dentro de um dos maiores carnavais do planeta se intensificou nos últimos meses. No Flow Podcast, a cantora baiana comentou sobre essas críticas que constantemente recebe.
Segundo ela, essa suposta contradição não a incomoda mais como antes:
“Já existiu. Mas é um questionamento massa até pra si mesmo, porque te coloca no lugar da sua fé. É um negócio meio doido porque isso é coisa desse tempo, mas eu sou cristã há muito mais tempo. A gente trabalha, é nosso trabalho. E também faz parte da nossa cultura. É a minha cultura”, disse Claudia.
Ela ainda ressaltou a importância de administrar o que vem de fora:
“É mais sobre aprender a lidar com as vozes que não são da sua cabeça. Porque, quando essas vozes passam a ser da sua cabeça, aí sim dá ruim. Eu já tive esse questionamento, mas hoje não tenho mais, graças a Deus.”
No mesmo bate-papo, Claudia abriu espaço para uma reflexão mais pessoal sobre sua fé. Para ela, o relacionamento com Jesus vai além de rótulos religiosos:
“Minha relação é com Jesus. Ele não é só o cara que morreu na cruz por mim. Ele é meu melhor amigo, está comigo sempre. A doutrina, os dogmas, são das pessoas, não são dele. E essa consciência não me faz melhor que ninguém, pelo contrário, me faz ainda mais necessitada dele.”
O episódio mostra como o tema religião continua sendo um ponto sensível dentro do universo artístico, principalmente quando se mistura com o Carnaval da Bahia, que hoje não é apenas festa, mas também palco de debates sobre cultura, fé e identidade. Enquanto Claudia segue defendendo sua posição de artista evangélica no Axé, Katê parece ter escolhido um caminho completamente oposto, o que acabou separando não só as carreiras, mas também a amizade que as unia.
E assim, o que era parceria virou silêncio. Se haverá reconciliação? Difícil prever. Mas uma coisa é certa: em tempos de redes sociais, deixar de seguir alguém fala mais alto do que mil entrevistas.