Com muitas dores, jovem procura hospital e médicos se surpreendem com resultado de exames

Recentemente, uma mulher de 20 anos chamada Allison Fisher ganhou grande notoriedade ao compartilhar sua experiência após descobrir um enorme tumor em seu ovário, o qual a transformou completamente.

Allison Fisher revelou que passou por uma intervenção cirúrgica na Flórida, nos Estados Unidos, para remover essa imensa massa, que media impressionantes 50 cm por 50 cm e tinha um peso aproximado de 47,1 kg. Sua história se tornou viral nos últimos dias.

De acordo com a declaração da cidadã dos Estados Unidos, os sintomas de desconforto e dor surgiram em 2020, durante a pandemia, e, naquela época, ela enfrentava dificuldades financeiras para buscar tratamento.

Consequentemente, o tumor começou a se desenvolver, atingindo um tamanho tão significativo que Allison comparou sua aparência à de uma mulher grávida de 10 crianças. Contudo, para sua grande alegria, os resultados da biópsia confirmaram que o tumor não era maligno.

A jovem foi direcionada para passar pelo procedimento de remoção de um grande tumor. Hoje em dia, Allison compartilha nas mídias sociais sua gratidão pelas alegrias que experimenta diariamente, mesmo nas coisas mais simples, como deitar de bruços.

Além disso, a jovem norte-americana está focada em sua saúde corporal. Por esse motivo, ela planeja realizar uma cirurgia bariátrica e manter um controle de peso adequado.

“Eu me sinto muito mais leve. Eu me sinto como uma pessoa, posso usar roupas, posso fazer coisas que as pessoas normais podem fazer”, declarou.

 

No Rio de Janeiro teve outro caso bem parecido 

Uma paciente de 45 anos, com 1,52 metro de altura e peso de 150 kg, buscou atendimento médico no Hospital São José do Avaí, localizado em Itaperuna, no Rio de Janeiro, devido à falta de ar.

Durante o procedimento realizado, foi removido um tumor de 46 kg, o qual foi considerado pelo médico-cirurgião Glaucio Boechat como um dos maiores que já havia operado. Em uma entrevista ao UOL, o médico afirmou que não é uma ocorrência comum realizar uma cirurgia em um tumor de tal magnitude. 

Os tumores gigantes são uma ocorrência rara, caracterizados por um crescimento gradual ao longo dos anos. Devido a essa particularidade, o diagnóstico geralmente ocorre em estágios avançados da doença, quando já se formou uma massa volumosa. A paciente, natural de Minas Gerais, mas residente em Itaperuna, conviveu com o tumor por cinco anos.

 A oncologista Angélica Nogueira Rodrigues, doutora pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) e membro da SBOC (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica), explica que quando um tumor cresce rapidamente e não há espaço para acomodação, ele torna-se altamente sintomático, o que pode levar a diagnósticos mais precoces.

No caso dos tumores gigantes, é muito provável que tenham tido tempo suficiente para se desenvolver e se acomodar na cavidade abdominal, atingindo esse tamanho e peso expressivos.

Existem diferenças significativas no ritmo de crescimento de tumores gigantes em comparação com outros tipos de tumores. Normalmente, nos tumores comuns, as células cancerosas se replicam e podem se espalhar para órgãos próximos à região de origem, e até mesmo entrar na corrente sanguínea, resultando em metástases.

No entanto, os tumores gigantes geralmente não apresentam metástase, ou seja, eles se limitam ao acúmulo de massa característico da doença. Essa é a perspectiva do Dr. Héber Salvador, cirurgião oncológico e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO).



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