Comissão de Orçamento aprova LDO de 2026 com calendário de emendas

Aprovação da LDO 2026: O que isso significa para o orçamento brasileiro?

No dia 3 de outubro de 2023, uma importante decisão foi tomada no Congresso Nacional: a Comissão Mista de Orçamento (CMO) deu o seu aval à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano de 2026. Essa aprovação é um marco significativo, pois estabelece não apenas um calendário para o pagamento de emendas parlamentares, mas também traz outras diretrizes que podem impactar a maneira como o governo gerencia suas finanças.

O que é a LDO?

A LDO, que é uma sigla para Lei de Diretrizes Orçamentárias, tem como principal objetivo orientar a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA). Ela define as metas e prioridades da administração pública, além de estabelecer normas para a execução orçamentária. Portanto, a aprovação da LDO é um passo essencial para que o governo consiga planejar e executar suas ações efetivamente.

Pontos-chave da LDO 2026

O texto aprovado na forma do parecer do relator, Gervásio Maia, do PSB da Paraíba, traz algumas novidades que merecem destaque:

  • Calendário de pagamento de emendas: Uma das inovações mais aguardadas é a criação de um calendário para o pagamento de emendas parlamentares, que são recursos destinados a projetos e ações específicas. De acordo com a proposta, o governo deve considerar o pagamento de 65% das dotações previstas até o fim do primeiro semestre de 2026. Isso é especialmente relevante, pois permitirá que os parlamentares tenham mais clareza sobre quando poderão contar com esses recursos, especialmente em um ano eleitoral.
  • Meta fiscal: Outro aspecto importante é a determinação de que o governo deve buscar atingir o piso da meta de resultado primário. Isso significa que haverá um controle mais rigoroso sobre as despesas e que o governo terá que ser mais cuidadoso ao movimentar suas finanças. Essa ação é vista como uma forma de garantir a saúde fiscal do país.
  • Fundo Partidário: Durante a deliberação, também foi aprovado um destaque que prevê a correção do Fundo Partidário desde 2016, o que poderia custar aos cofres públicos cerca de R$ 160 milhões. O relator, Gervásio Maia, manifestou sua oposição a essa medida, afirmando que aumentar o fundo não é uma prioridade para o país, destacando a necessidade de focar em questões mais urgentes.

Emendas para 2026

De acordo com o parecer preliminar da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026, estão previstos R$ 40,8 bilhões em emendas impositivas, que são aquelas que precisam ser obrigatoriamente executadas. Desses, R$ 26,6 bilhões são destinados a emendas individuais e R$ 14,2 bilhões a emendas de bancada.

Além disso, as emendas de comissão, que não têm execução impositiva, foram limitadas a R$ 12,1 bilhões. Essa limitação, muitas vezes chamada de “novo orçamento secreto”, possui regras específicas que visam controlar seu crescimento, acompanhando a inflação.

Receita estimada e considerações finais

A receita estimada para o ano de 2026 é de R$ 6,5 trilhões, um número que, à primeira vista, pode parecer impressionante, mas que requer cautela na sua execução. A senadora Professora Dorinha Seabra, que apresentou o relatório, revisou o cálculo da receita e acrescentou cerca de R$ 12,3 bilhões, destacando a importância de um orçamento equilibrado e transparente.

Assim, a aprovação da LDO 2026 representa um passo importante para o Brasil, com diretrizes que podem moldar o futuro econômico do país. Embora alguns pontos ainda gerem discussões acaloradas, especialmente em tempos de eleições, a expectativa é que o governo consiga seguir adiante com um planejamento orçamentário que atenda às necessidades da população.

Para você que está acompanhando essas mudanças, o que acha sobre a criação desse calendário de emendas? Acredita que isso pode trazer mais transparência e eficiência para o uso dos recursos públicos? Compartilhe sua opinião nos comentários!



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