Domingos Montagner ressurge em carta psicografada com revelação sobre Camila Pitanga: “Pensamentos maliciosos”

No dia 15 de setembro de 2016, o Brasil foi surpreendido por uma tragédia que deixou o país inteiro em choque. Durante uma pausa nas gravações da novela Velho Chico, o ator Domingos Montagner decidiu mergulhar no Rio São Francisco, em Canindé de São Francisco, acompanhado da atriz Camila Pitanga. O que era pra ser um momento simples de lazer acabou se transformando em uma das notícias mais tristes da televisão brasileira. Domingos não voltou à superfície e morreu afogado, deixando fãs, colegas e familiares em luto profundo.

O episódio marcou não só o elenco da novela, mas também os telespectadores que acompanhavam a trama. Quem assistia lembra bem: ele interpretava o protagonista Santo dos Anjos, par romântico de Maria Tereza, vivida justamente por Camila Pitanga. A coincidência da ficção e da vida real deu ainda mais dramaticidade ao acontecimento.

Alguns anos depois, um novo capítulo dessa história voltou a ganhar destaque. Surgiu na internet a divulgação de uma suposta carta psicografada atribuída ao ator. O documento foi apresentado em um canal espírita no YouTube, e nele Domingos teria enviado recados para pessoas próximas, entre elas a esposa, os filhos e também para Camila Pitanga, que foi a última pessoa a estar com ele naquele fatídico dia.

Na mensagem, ele fez questão de esclarecer que sua relação com Camila sempre foi de amizade e respeito. “Jamais houve qualquer pensamento malicioso”, teria dito. A fala buscava colocar um ponto final em boatos que, infelizmente, surgiram na época, em meio ao turbilhão da tragédia.

“Quando saí a passeio com a Camila, uma amiga, apenas uma amiga, que jamais tivemos pensamentos maliciosos e desrespeitosos, só levava alegria e vontade de viver”, declarou.

O ator descreveu também os instantes finais dentro da água. Disse que sentiu o corpo perder as forças, uma mudança brusca de temperatura e até mesmo uma sensação de frio intenso. Segundo o relato, havia percebido que não conseguiria pedir ajuda à colega porque poderia colocá-la em risco. Para ele, o que aconteceu não passou de uma “casualidade”, uma sucessão de fatores físicos e emocionais que o levaram ao afogamento.

“De repente me vi sem forças, sendo tragado pela água. Não consegui lutar e eu sabia o porquê, que poderia prejudicá-la e o que me aconteceu pode se chamar simplesmente de casualidade”, revelou Domingos Montagner. “Quando pulei na água, senti que alguma coisa havia mudado, já não sentia calor, eu sentia frio, muito frio, e já me faltava forças para falar, era uma mudança de estado que não poderia entender”, relata.

O texto psicografado segue com palavras dirigidas à esposa Luciana e aos três filhos, Léo, Antônio e Dante. Domingos reforça que continua presente de outra forma, afirmando que “a morte não existe” e pedindo que os filhos fossem lembrados disso. Uma mensagem de consolo, sobretudo para a família, que teve de enfrentar a dor de perder um pai e marido tão cedo.

“E meu primeiro pensamento foi em vocês, em meu filho Léo, Antônio e Dante e minha esposa com três filhos pequenos que teria a responsabilidade de criá-los sozinha”, disse.

“E você, minha esposa querida, Lu, suas preces, suas dúvidas são sempre ouvidas pelo pai e ele te acalenta. Diga a nossos filhos que o pai deles existe, o pai deles não morreu, pois a morte não existe”, falou o espírito do ator.

Em outro trecho, a carta atribui o acidente também a questões físicas, como uma indigestão causada por bebida e comida no mesmo dia, o que teria sobrecarregado seu organismo e prejudicado a circulação sanguínea durante o esforço na água. Uma explicação que mistura espiritualidade com a lógica do corpo humano, típica de relatos que circulam nesse tipo de contexto.

Vale lembrar que, embora seja impossível confirmar a autenticidade de uma psicografia, muitas pessoas encontram conforto em mensagens assim. No Brasil, onde a doutrina espírita tem milhões de adeptos, não é incomum ver famílias buscando apoio em comunicações mediúnicas para lidar com a perda de entes queridos.

“Quando pulei na água, senti que alguma coisa havia mudado. Já não sentia calor, eu sentia frio, muito frio e já me faltava forças para falar. Era uma mudança de estado que não poderia entender. Resolvi nadar mais um pouco, chamei ela para nadarmos mais um pouco, não tão longe das pedras que pulamos”, teria dito o famoso.

“E foi a última peça que coloquei nesse quebra cabeça, e a imagem estava formada, chamava-se morte, meu desenlace. Com a dificuldade de digestão do que comi de manhã, acúmulo da pinguinha que alavancou minha pressão, e mais o almoço, a indigestão foi abrupta”, disse.

“A pressão alavancou, e posteriormente, despencou com o esforço físico na água. Já era um sinal que a oxigenação do meu cérebro era pouca, e estava perdendo as forças, não vi condições de voltar para a margem. Mal conseguia falar, não tinha forças, e muito menos condições de voltar”, concluiu.

O nome de Domingos Montagner permanece vivo até hoje. Além de Velho Chico, ele fez papéis marcantes em novelas como Sete Vidas, Joia Rara e Salve Jorge. Sua trajetória também inclui teatro e circo, áreas que sempre estiveram presentes em sua carreira.

De vez em quando, nas redes sociais, fãs ainda compartilham cenas dele com Camila Pitanga, lembrando o talento e o carisma que transmitia. Em tempos recentes, quando a Globo reprisou trechos de novelas antigas em programas especiais, o público voltou a se emocionar ao revê-lo em cena.

No fim das contas, seja através de lembranças, reprises ou até mensagens espiritualizadas, o fato é que Domingos Montagner continua presente na memória coletiva. Sua partida foi precoce, mas o impacto que deixou, tanto na arte quanto na vida de quem o acompanhava, segue firme.



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