Donald Trump quebra protocolo e faz forte ameaça a interina da Venezuela: ” Vai ser pior”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a causar impacto no cenário internacional neste domingo (4) ao afirmar que conversou diretamente com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. Segundo ele, o recado foi curto e direto: se não houver cooperação total com Washington, o destino dela pode ser “pior do que o de Nicolás Maduro”. A declaração, como era de se esperar, repercutiu rápido, tanto na América Latina quanto fora dela.

Trump também comentou detalhes da captura de Nicolás Maduro, ocorrida na madrugada do último sábado (3), em Caracas. De acordo com o presidente americano, o líder venezuelano não teria oferecido resistência no momento da prisão. “Foi mais rápido do que muita gente imaginava”, disse Trump, em tom de vitória, reforçando a narrativa de que a operação foi planejada há meses e executada no momento considerado ideal pela Casa Branca.

Ainda segundo Trump, a ação militar e diplomática na Venezuela tem um objetivo central: recuperar e controlar a infraestrutura petroleira do país. Ele explicou que, para isso, seria necessário acesso total ao território venezuelano, incluindo áreas estratégicas hoje consideradas sensíveis. O petróleo, aliás, voltou a ser peça-chave em disputas globais, principalmente após as recentes tensões no Oriente Médio e as oscilações no mercado internacional de energia.

O presidente americano também voltou a atacar Maduro de forma dura. Disse que a captura se justifica, entre outros motivos, porque o regime venezuelano teria enviado aos Estados Unidos “criminosos, traficantes e até pacientes de manicômios”. Essa fala, apesar de não trazer dados concretos, foi usada por Trump para reforçar seu discurso de segurança interna, algo que ele costuma explorar bastante, especialmente em períodos politicamente turbulentos.

“A operação na Venezuela foi sobre paz em nosso hemisfério”, afirmou Trump. Ele aproveitou para dizer que trouxe de volta a Doutrina Monroe, conjunto de diretrizes históricas que orientam a atuação dos EUA na América Latina. Segundo ele, essa política teria sido “esquecida ou ignorada” por presidentes anteriores, o que, na visão de Trump, abriu espaço para governos autoritários e alianças consideradas perigosas para Washington.

Falando sobre o cenário internacional, Trump minimizou possíveis desgastes com a China. Disse que a atuação dos Estados Unidos na América do Sul não deve comprometer sua relação com o presidente chinês, Xi Jinping, mesmo após Pequim ter criticado publicamente a captura de Maduro. Trump afirmou que mantém diálogo aberto com Xi e que cada país “defende seus interesses, simples assim”.

Já no campo das tensões envolvendo a Rússia, Trump também comentou a acusação feita por Vladimir Putin, que alegou que a Ucrânia teria realizado um ataque com drone à residência presidencial em Moscou. O presidente americano disse não acreditar na versão apresentada pelo Kremlin. Segundo ele, se algo desse tipo tivesse realmente acontecido, a situação seria “extremamente grave”.

Trump foi além e afirmou que ficaria “muito irritado” caso se confirmasse um ataque direto à residência de Putin. Para ele, episódios assim só aumentam a instabilidade global e dificultam qualquer tentativa de negociação futura. Em meio a guerras, sanções e disputas por poder, Trump voltou a se colocar como uma figura central nas decisões internacionais, gostem ou não de seu estilo direto, por vezes agressivo, mas sempre calculado.



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