Na última sexta-feira passada, dia 8, quem ligou a TV no horário do Jornal Nacional talvez tenha levado um pequeno susto — ou, no mínimo, estranhado. A figura habitual de William Bonner, firme atrás da bancada, simplesmente não estava lá. No lugar dele, outros rostos assumiam a apresentação. Bastou isso para que as redes sociais começassem a ferver com comentários, teorias e até algumas piadas sobre o sumiço repentino do âncora mais famoso da Globo.
O público, que acompanha Bonner quase como se fosse um parente distante que aparece na sala todos os dias às 20h30, notou a ausência na hora. A preocupação veio rápido, e muita gente correu para o Twitter, Instagram e afins para perguntar: “O que aconteceu com o Bonner?”
Não demorou muito para surgirem informações mais concretas. A primeira pista veio da coluna da jornalista Fábia Oliveira, no portal Metrópoles. Segundo ela, Bonner teria deixado de apresentar o noticiário por motivos de saúde. E, pouco tempo depois, a própria assessoria de imprensa da TV Globo confirmou: o jornalista estava com um resfriado. Nada mais grave, mas suficiente para deixá-lo fora de combate naquela noite.
Pode parecer algo simples — afinal, quem nunca pegou um resfriado? — mas, no caso de um apresentador de telejornal, a voz, o tom e a presença são ferramentas de trabalho. Um mal-estar, rouquidão ou nariz congestionado já seriam suficientes para prejudicar a condução do programa. E, cá entre nós, ninguém quer ver o âncora do JN tossindo ao vivo durante uma notícia importante.
O resfriado, que tecnicamente é uma doença respiratória de origem viral, obrigou Bonner a se afastar temporariamente. Com isso, coube a Flávio Fachel e Ana Luiza Guimarães a missão de comandar a edição de sexta-feira. Os dois, que já são figuras conhecidas do jornalismo da emissora, seguraram bem a bronca e mantiveram o padrão do programa — mesmo sem aquele clima “Bonner & Renata” que o público já se acostumou.
A ausência do âncora gerou até um debate paralelo: como o Jornal Nacional mantém sua identidade quando falta um dos apresentadores principais? Há quem diga que Bonner e Renata Vasconcellos são insubstituíveis como dupla, mas a verdade é que a Globo treina seus jornalistas para situações como essa. Não é a primeira vez que ele se ausenta, e provavelmente não será a última.
Vale lembrar que, nos últimos anos, Bonner já se afastou em algumas ocasiões, seja por férias, compromissos pessoais ou mesmo problemas de saúde. Em 2020, por exemplo, ele precisou sair por alguns dias por conta de sintomas gripais, numa época em que qualquer sinal de resfriado levantava alertas devido à pandemia. Na época, o clima era bem mais tenso.
Dessa vez, pelo menos, o contexto é outro. Ainda assim, a notícia repercutiu bastante, talvez porque o público esteja acostumado a vê-lo como um rosto constante, imutável. Quando essa constância é quebrada, mesmo que por um motivo banal, a reação é imediata. É como se um capítulo do JN tivesse um “plot twist” inesperado.
No sábado, as redes ainda comentavam o assunto, mas com um tom mais tranquilo. Muita gente desejou melhoras ao jornalista, e alguns até aproveitaram para brincar, dizendo que ele merecia um descanso para a voz depois de tantas notícias difíceis nos últimos tempos. E, convenhamos, não tem sido fácil apresentar um telejornal no Brasil em 2025, com crises políticas, economia instável e aquela enxurrada de informações que chegam a cada minuto.
Por ora, a expectativa é que Bonner volte ao comando assim que se recuperar completamente. O resfriado não deve ter vida longa, e a bancada do Jornal Nacional provavelmente terá de volta sua formação tradicional em breve. Enquanto isso, a vida segue — e o jornal também.
No fim das contas, a ausência de Bonner mostrou duas coisas: que até figuras públicas precisam parar para cuidar da saúde e que, quando se trata de televisão, um rosto familiar faz mais falta do que a gente imagina.