Família de Preta Gil toma decisão importante sobre cinzas da artista

A morte da cantora Preta Gil, aos 50 anos, no dia 20 de julho de 2025, deixou o Brasil inteiro com o coração apertado. Foi como perder uma amiga próxima, mesmo que a gente nunca tivesse trocado uma palavra com ela. Preta não era só filha de Gilberto Gil ou uma artista de nome forte — ela era um símbolo de resistência, autenticidade e alegria mesmo em tempos difíceis. Lutava contra um câncer colorretal desde 2022, e mesmo nas fases mais pesadas do tratamento, não perdia o brilho nos olhos. Até o fim, foi guerreira.

A cantora estava em Nova York quando faleceu, tentando um tratamento experimental por lá. Só que o remédio já não fazia mais efeito, e ela decidiu voltar pro Brasil, talvez querendo passar seus últimos momentos perto da família, dos amigos, da terra dela. Triste demais: ela acabou falecendo a caminho do aeroporto. Foi preciso embalsamar o corpo para fazer o traslado de volta — um detalhe técnico, mas que só aumenta a dureza da despedida.

O velório rolou no dia 25 de julho, no Theatro Municipal do Rio. Muita gente apareceu pra dar o último adeus, já que a cerimônia foi aberta ao público. Uma multidão emocionada, fãs chorando, cantando músicas dela, abraçando uns aos outros como se fosse uma grande família — coisa que a Preta sempre fez questão de cultivar. Depois disso, a cremação aconteceu de forma mais íntima, só com os mais próximos mesmo.

Agora, de acordo com o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, a família decidiu o que vai fazer com as cinzas da cantora. Vão ser divididas entre parentes e amigos mais próximos. Cada um vai ficar com uma parte, podendo guardar, espalhar num lugar simbólico ou fazer o que achar melhor. Um gesto bonito, né? Preta Gil sempre foi de se dividir com os outros — no palco, na vida, na luta — então nada mais simbólico que isso.

Na segunda-feira (28), rolou a missa de sétimo dia, na Igreja de Santa Mônica, no Rio de Janeiro. Foi uma cerimônia emocionante, marcada por lágrimas, abraços demorados e aquele silêncio respeitoso que diz tudo sem precisar dizer nada. A família estava toda lá: Gilberto Gil, claro, com os olhos marejados, acompanhado da esposa Flora Gil e dos netos Flor, José e Francisco — esse último, filho único de Preta. Todos muito emocionados, mas com a cabeça erguida, como ela gostaria.

Entre os amigos que marcaram presença estavam nomes que o público conhece bem: Fernanda Montenegro, com sua elegância discreta; Carolina Dieckmann, visivelmente abalada; Maria Ribeiro, Gloria Perez, Amora Mautner… também Otávio Müller e Marcelo Serrado, que já trabalharam com Preta em outros tempos. Gente de várias áreas, reunida por um mesmo motivo: honrar a memória de uma mulher que foi muito além da música.

Preta Gil se foi cedo demais, mas o legado dela continua forte. Com sua voz rouca e firme, ela cantava verdades que muita gente preferia calar. Falava de amor, de corpo, de fé, de política e de liberdade com a mesma naturalidade com que sorria pro espelho. E é assim que vai ficar na lembrança de quem a conheceu, de perto ou de longe: como uma mulher intensa, carismática, cheia de coragem — que viveu do seu jeito até o fim.



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