Fátima Bernardes reage à inesperada saída de William Bonner do Jornal Nacional

Nos últimos dias, um dos assuntos mais comentados no mundo da TV brasileira foi a saída de William Bonner do comando do Jornal Nacional, um posto que ele ocupava há quase três décadas. A notícia caiu como uma bomba na imprensa, nas redes sociais e até entre colegas de profissão. Quem também não deixou passar em branco foi Fátima Bernardes, ex-mulher do jornalista e também ex-âncora do próprio JN.

Em uma mensagem breve, mas cheia de significado, Fátima desejou boa sorte não só a Bonner, mas também aos outros colegas que estão mudando de função dentro da Globo. “Felicidades a todos nas novas fases da carreira. E parabéns, Bonner, por sua história até aqui”, escreveu ela, mostrando elegância e maturidade. Afinal, mesmo após o divórcio, que aconteceu em 2016 depois de 23 anos de casamento, os dois sempre mantiveram um relacionamento cordial.

Vale lembrar que Fátima e Bonner não eram apenas casal em casa, mas também no trabalho. Eles dividiram a bancada do principal telejornal do país por 13 anos, o que marcou uma geração de telespectadores. Muita gente ainda lembra daquela fase em que os dois abriam o JN juntos, transmitindo uma imagem de família perfeita na tela. Em 2011, Fátima anunciou sua saída para comandar o programa matinal Encontro, que mais tarde se consolidou como uma das maiores apostas da Globo nas manhãs.

Já Bonner, por sua vez, seguiu firme no Jornal Nacional, acumulando também o cargo de editor-chefe. Foram quase 30 anos de dedicação diária, enfrentando desde as notícias mais pesadas, como tragédias e escândalos políticos, até transmissões históricas — como as últimas eleições e a pandemia da Covid-19, em que a credibilidade do telejornal voltou a ser colocada à prova. Quem acompanhou esse período sabe bem da importância de Bonner, tanto para o jornalismo quanto para a própria imagem da Globo.

A saída oficial dele do JN está marcada para o dia 3 de novembro. A partir daí, quem assume o posto de âncora ao lado de Renata Vasconcellos será César Tralli, que até então comandava o Jornal Hoje. Já a chefia de redação do noticiário ficará nas mãos de Cristiana Sousa Cruz, que há seis anos vinha trabalhando ao lado de Bonner como editora-chefe adjunta.

Mas Bonner não vai descansar, não. Ele já tem destino certo: vai assumir o Globo Repórter ao lado de Sandra Annenberg. O programa, que é tradicionalmente voltado para reportagens especiais e documentários mais aprofundados, deve ganhar uma nova cara com a chegada dele. Há quem diga que essa troca pode ser uma forma de a Globo renovar seus produtos sem abrir mão de nomes fortes.

As mudanças não param por aí. Roberto Kovalick vai assumir o Jornal Hoje, enquanto Tiago Scheuer ficará responsável pelo Hora Um, que abre a grade de jornalismo da emissora logo de madrugada. Ou seja, é quase uma dança das cadeiras no jornalismo da Globo, algo que não se via há bastante tempo.

Para o público, a saída de Bonner do JN tem peso emocional. Afinal, ele se tornou uma espécie de “rosto oficial” das notícias no Brasil. Nas redes sociais, muita gente comentou com certo saudosismo, lembrando que cresceu vendo Bonner dar boa noite ao lado de Cid Moreira, Fátima ou Renata. Outros preferiram destacar que talvez já fosse hora de renovar a bancada, trazendo sangue novo para o telejornal.

E no meio de tudo isso, a mensagem de Fátima Bernardes caiu bem. Num cenário em que separações de casais famosos costumam virar polêmicas intermináveis, ela mostrou que é possível encerrar uma fase e seguir em frente com respeito. Aliás, ela mesma hoje vive um novo momento pessoal e profissional, depois de ter deixado o Encontro e se dedicado a outros projetos.

Com a proximidade das eleições municipais de 2024 e tantas mudanças no cenário político e social do Brasil, o Jornal Nacional terá o desafio de se manter relevante sem Bonner à frente. Por outro lado, ele agora terá a oportunidade de explorar pautas mais humanas e reflexivas no Globo Repórter. Talvez seja o começo de um novo ciclo — tanto para ele, quanto para a Globo e, de certa forma, para o próprio jornalismo brasileiro.



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