Inacreditável: Agressor dos “60 socos” recebe mais de 1.500 e-mails de mulheres interessadas após vídeo vazado

Igor Cabral se torna alvo de fetiche perigoso por parte de mulheres que ignoram histórico violento e demonstram atração após polêmica

O nome Igor Cabral tomou conta das redes sociais nos últimos dias. Não só pela acusação absurda (e gravíssima) de agredir uma mulher com mais de 60 socos — o que por si só já seria suficiente pra causar revolta geral —, mas também por uma reviravolta que ninguém esperava: a enxurrada de mulheres que passaram a mandar mensagens românticas pra ele depois de tudo isso.

Sim, parece surreal, mas é real. O site EM OFF divulgou que recebeu 1.542 e-mails de mulheres querendo manter contato com Igor depois que vazou um vídeo íntimo dele com outro homem. Detalhe: esse vídeo começou a circular depois que o caso de agressão já tava repercutindo. Mesmo assim (ou talvez por isso?), muita gente resolveu demonstrar “carinho” pelo rapaz. Algumas escreveram dizendo que ele precisava de amor e compreensão. Outras se mostraram encantadas, tipo fã apaixonada mesmo. Teve até quem pediu ajuda pra conseguir visitá-lo ou pelo menos falar com ele.

É aí que entra um termo que pouca gente conhece, mas que explica bastante esse comportamento: hibristofilia. Um nome meio estranho, mas que define algo bem perturbador — a atração por criminosos, especialmente os mais violentos. Psicólogos e estudiosos do comportamento humano já falaram disso em vários casos parecidos, inclusive com serial killers como Ted Bundy, que mesmo preso e condenado à morte, recebia cartas de amor de fãs pelo correio.

O que choca nesse caso do Igor é a velocidade com que isso tudo aconteceu. Não deu nem tempo do processo andar, e já tinha mulher declarando paixão pelo cara. E olha que o vídeo da agressão circulou bastante, não dá pra fingir que ninguém viu. A brutalidade foi clara. Mesmo assim, teve quem romantizasse.

Isso levanta um ponto bem delicado (e preocupante): a forma como a fama e a exposição nas redes sociais estão moldando a percepção das pessoas sobre o certo e o errado. Em pleno 2025, onde tudo vira conteúdo, até a violência parece ter virado entretenimento. E mais do que isso — virou fetiche.

É importante deixar claro: não dá pra tratar esse tipo de comportamento como simples “gosto pessoal”. O risco aqui é real, não só pra essas mulheres que se iludem com a ideia de “consertar” um agressor, mas também pra sociedade como um todo, que vai normalizando essas inversões bizarras de valor.

Enquanto a vítima do ataque tá tentando se recuperar — física e psicologicamente —, o agressor recebe declarações de amor, pedidos de namoro e um monte de mensagem dizendo que ele “só precisa ser compreendido”. Isso não é só chocante, é cruel.

O caso de Igor Cabral mostra que, infelizmente, a mistura de violência, visibilidade e desejo pode gerar uma fórmula perigosa. E se não houver um debate sério sobre isso — dentro e fora das redes —, a tendência é que esse tipo de comportamento continue se repetindo. A gente precisa parar de transformar criminosos em ídolos. Porque, no fim das contas, quem romantiza a violência acaba sendo cúmplice dela, mesmo que não perceba.



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