O ator José de Abreu, sempre conhecido por falar o que pensa — doa a quem doer — voltou a causar alvoroço nas redes sociais nesta semana. O motivo? Um comentário irônico sobre a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
A decisão veio à tona no início da semana, na segunda-feira, dia 4 de agosto. Moraes alegou que Bolsonaro descumpriu medidas cautelares já impostas anteriormente, o que, segundo o próprio STF, justificaria a prisão em casa. Mas como era de se esperar, o assunto virou munição tanto pra quem defende quanto pra quem detesta o ex-presidente.
E aí entra José de Abreu com seu jeito peculiar de provocar debate (ou treta, dependendo de quem lê). Ele foi direto ao ponto — e ao intestino — ao publicar no X (antigo Twitter): “Bolsonaro acompanhou o intestino: preso”. A frase, debochada e recheada de veneno, fez referência não só ao processo judicial como também aos problemas intestinais que Bolsonaro enfrentou ao longo dos últimos anos. Quem acompanha minimamente o noticiário sabe das internações e cirurgias ligadas a esse tema.
A publicação caiu como uma bomba na internet. Em questão de minutos, já tava rolando print, resposta atravessada, gente compartilhando com gargalhada e outros indignados pedindo respeito. “O dele parece que tá preso também”, alfinetou um internauta. Já outro alertou: “Cuidado com o teto de vidro”. Ou seja, o fogo cruzado foi geral — típico de quando política e celebridade se misturam no Brasil.
E não ficou só nas redes. O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, foi à imprensa defender o pai. Em entrevista à CNN Brasil, demonstrou toda sua indignação com a decisão judicial. Segundo ele, é um absurdo que apenas uma pessoa — no caso, o ministro Moraes — tenha o poder de decretar a prisão de um ex-presidente da República. Flávio foi além: disse que o país está vivendo uma “ditadura moderna”, onde o Judiciário passou dos limites.
Ainda segundo o senador, o ministro teria agido por “vingança pessoal”. Alegou que Moraes teria sido afetado por sanções internacionais, como as da famosa Lei Magnitsky, que pune violações de direitos humanos e corrupção, e que estaria agora tentando atingir Bolsonaro como forma de retaliação. Além disso, Flávio sugeriu que Moraes teve papel direto na eleição de 2022, favorecendo Lula nos bastidores. Acusações pesadas, diga-se.
De qualquer forma, a prisão domiciliar de Bolsonaro ainda tá rendendo pano pra manga. Políticos, juristas, artistas e internautas se dividem entre o “bem feito” e o “é perseguição”. Como tudo no Brasil nos últimos anos, a coisa vira Fla-Flu — ou, mais atual, um Palmeiras x Corinthians com VAR e confusão no fim do jogo.
José de Abreu, que nunca escondeu seu apoio ao PT e ao presidente Lula, não deve parar por aí. Ele já entrou em outras polêmicas envolvendo a família Bolsonaro no passado, sempre com esse tom ácido que rende manchete. Pra uns, ele é corajoso e fala o que muitos pensam. Pra outros, só quer aparecer.
Enquanto isso, o ex-presidente vai tendo que se acostumar com a tornozeleira eletrônica — e com os memes que pipocam sem parar. E o Brasil, esse reality político eterno, continua seu roteiro imprevisível.