Luciano Huck, Ana Maria e Patrícia Poeta endossam protestos contra a Globo

Estes apresentadores e diversos outros profissionais foram trabalhar vestido de verde.

Os telespectadores mais atentos puderam observar que alguns apresentadores da Rede Globo conduziram seus programas vestindo roupas verdes. No entanto, ao contrário do que muitos podem supor, a escolha deliberada dessa cor não foi mera coincidência. O propósito é claro: protestar contra a gestão da emissora pertencente à família Marinho.

Além de Luciano Huck, que fez isso no último domingo (21), Ana Maria Braga e Patrícia Poeta também optaram por vestimentas verdes na segunda-feira (22). Conforme informações divulgadas pelo portal Notícias da TV, os profissionais contratados pela Globo tomaram essa atitude como forma de manifestação contra o assédio moral e caso de abuso nos bastidores da emissora.

No entanto, não foram exclusivamente os apresentadores que optaram por adotar a vestimenta verde em seus compromissos de trabalho. Na segunda-feira (22), diversos jornalistas também se uniram à causa. Sentindo-se indignados com a maneira pela qual a Globo vem lidando com os casos de assédio, esses profissionais decidiram realizar uma manifestação discreta. 

Consciente da postura adotada por seus colaboradores, a direção da emissora carioca disponibilizou um canal de comunicação através de uma ouvidoria, demonstrando estar aberta para receber as preocupações dos funcionários.

Conforme informações do website, o Movimento Esmeralda, um protesto recente, originou-se em resposta a um caso exposto pela revista Piauí na semana passada. De acordo com a matéria, uma engenheira da Globo, ficticiamente chamada de Esmeralda da Silva, foi alvo de assédio por parte de quatro colegas de trabalho. Além disso, a jovem enfrentou consequências emocionais adversas como resultado desses acontecimentos.

O incidente foi levado aos tribunais e resultou em uma sentença que determinou o pagamento de uma compensação no valor de R$2 milhões pela Globo, bem como a reintegração da funcionária demitida em 2018. No entanto, a emissora recorreu da decisão e o processo ainda está em andamento. 

Embora as identidades dos envolvidos no escândalo não tenham sido reveladas, é de conhecimento público que um deles permanece exercendo suas funções regularmente na emissora pertencente à família Marinho.

Inconformados com os pormenores expostos na revista, que descreveu os momentos de angústia vividos pela vítima durante uma tentativa de abuso, diversos funcionários manifestaram sua solidariedade e compareceram ao trabalho vestindo roupas verdes. Além de estarem indignados com a decisão de manter um dos acusados, os colaboradores da Globo estão demandando a implementação de medidas mais rigorosas para casos semelhantes ao que foi exposto.

Segundo notícias a ideia da mobilização foi organizada por mais de 300 funcionários, em nota a Globo diz que apoia a liberdade de todos fazerem a manifestação.

“A livre manifestação está em total alinhamento com a nossa gestão de transparência e diálogo permanente. De qualquer forma, a Globo reitera que não comenta casos de Compliance e aproveita para reiterar também que a empresa mantém um Código de Ética em linha com as melhores práticas atualmente adotadas, que proíbe terminantemente o assédio e deve ser cumprido por todos os colaboradores, em todas as áreas da empresa”, diz um trecho.

“Da mesma maneira, a Globo mantém uma Ouvidoria pronta para receber quaisquer relatos de violação de seu Código de Ética, que são apurados criteriosamente, com a punição dos responsáveis por desvios. Nesse mesmo Código, assumimos o compromisso de sigilo em relação a todos os relatos de Compliance, razão pela qual não fazemos comentários sobre as apurações. Nosso sistema de Compliance também prevê o apoio integral aos relatantes, proibindo qualquer forma de retaliação em razão das denúncias”.



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