Lula e Trump podem não se cruzar na ONU e governo aposta em atraso dos EUA

A Possibilidade de Encontro entre Lula e Trump na ONU: O que Esperar?

Na próxima terça-feira, dia 23, a Assembleia Geral da ONU será palco de um evento significativo, com discursos de líderes globais, incluindo o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Apesar de ambos estarem presentes, as chances de um encontro entre eles parecem mínimas. O que poderia ser um momento de diálogo e distensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos enfrenta uma série de obstáculos.

Contexto do Encontro

Fontes que acompanham os preparativos para o discurso de Lula afirmam que, embora um encontro com Trump possa ser logísticamente possível, não há esforços diplomáticos sendo feitos para que isso ocorra. Um interlocutor próximo ao governo brasileiro declarou: “Não há absolutamente nenhuma negociação, entendimento ou preocupação em relação a isso”. Isso sugere que, mesmo que os dois presidentes estejam na mesma sala, as probabilidades de uma interação são bastante reduzidas.

As Sanções e suas Consequências

Além da falta de esforços para promover um encontro, as novas sanções impostas pelo governo Trump têm contribuído para um clima tenso. Essas sanções podem ter encerrado quaisquer esperanças de um aperto de mãos ou uma conversa rápida que poderia aliviar a tensão entre as duas nações. Antes, alguns membros do governo brasileiro defendiam a ideia de um diálogo, mas agora a situação parece ter mudado drasticamente.

A Tradição da Assembleia Geral

Historicamente, desde 1955, o presidente do Brasil é o primeiro a discursar na Assembleia Geral da ONU, com os Estados Unidos seguindo em sequência. Essa tradição, no entanto, não garante que os líderes se encontrem antes ou depois dos discursos. O presidente Lula está programado para chegar à sede da ONU por volta das 8h, com seu discurso agendado para as 8h40, logo após uma breve reunião com o secretário-geral António Guterres.

O Cronograma e as Possibilidades de Encontro

No momento em que Guterres e a presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, discursam, Lula estará em uma antessala, o que abre uma pequena janela de oportunidade para um eventual encontro com Trump. Contudo, essa possibilidade é complicada por uma série de fatores. Nos últimos dois anos, o ex-presidente Joe Biden não se encontrou com Lula, mesmo sem hostilidade entre eles, pois o americano chegou à antessala enquanto Lula já estava discursando.

O discurso de Lula deve durar cerca de 20 minutos, e é possível que Trump chegue logo após o término da fala do presidente brasileiro. Isso significa que, dependendo da pontualidade de ambos, a chance de uma interação pode se esvair rapidamente.

A Segurança e a Logística do Encontro

Outro fator importante a ser considerado é que o Serviço Secreto americano controla a programação e a segurança do presidente dos Estados Unidos. Portanto, a forma como Trump se moverá nas proximidades da Assembleia Geral não está sob o controle do governo brasileiro. Além disso, a segurança pode determinar os horários de chegada e partida, tornando a possibilidade de um encontro ainda mais incerta.

Atrasos e o Comportamento de Trump

Um detalhe que auxiliares de Lula têm mencionado é a tendência de Trump a se atrasar para compromissos. Uma fonte citada pela CNN mencionou que, devido ao desprezo de Trump pelo multilateralismo, ele pode demorar ainda mais para chegar ao evento. Essa possibilidade de atraso pode ser um fator decisivo na interação ou na falta dela entre os dois líderes.

Conclusão

Enquanto a Assembleia Geral da ONU se aproxima, as expectativas para um encontro entre Lula e Trump permanecem baixas. Mesmo que ambos os presidentes estejam na mesma sala, as questões diplomáticas e as sanções atuais criam um cenário onde o diálogo parece improvável. A política internacional é complexa, e, muitas vezes, os momentos que poderiam ser oportunidades de entendimento se transformam em barreiras. Acompanhar esses desdobramentos nos permitirá entender melhor como as relações entre Brasil e Estados Unidos evoluirão no futuro.



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