Na manhã desta sexta-feira (18), a Polícia Civil de São Paulo divulgou que conseguiu identificar o principal suspeito do assassinato do empresário Adalberto Amarilio Júnior. O corpo da vítima foi encontrado semanas atrás dentro de um buraco, com cerca de três metros de profundidade, no Autódromo de Interlagos, localizado na Zona Sul da capital paulista. O caso, que desde o começo chamou atenção pela brutalidade, segue sendo investigado como homicídio qualificado.
Segundo os investigadores, o suspeito seria um dos seguranças que trabalharam durante um evento de motos, justamente no mesmo dia em que Adalberto desapareceu — no último dia 30 de maio.
Até agora, o nome do suspeito não foi revelado oficialmente, e a polícia diz que isso se deve a questões de segurança da investigação. O homem, que tem passagens anteriores por furto e ameaça, também é praticante de jiu-jitsu, o que, segundo fontes da própria polícia, pode ter relação com o tipo de agressão sofrida pela vítima.
Na operação que aconteceu nesta sexta-feira (28), a polícia cumpriu cinco mandados de busca e apreensão. Vários itens foram recolhidos — notebooks, celulares e até munições de revólver calibre .38. Esses materiais, agora, estão sob análise pra tentar descobrir se têm alguma conexão direta com o crime.
Além do suspeito principal, outras três pessoas foram levadas à delegacia pra prestar depoimento. A polícia quer saber se eles têm algum envolvimento no caso ou se podem contribuir com informações que ajudem a montar o quebra-cabeça. O delegado responsável disse que os depoimentos podem ser decisivos pra apontar quem mais sabia ou participou do crime.
Detalhes do crime
O corpo de Adalberto foi achado em condições que, segundo os peritos, indicam morte violenta. Ele estava descalço e havia marcas evidentes no pescoço — escoriações que sugerem esganadura ou até uma compressão no tórax. A dúvida agora é se ele foi morto antes ou depois de ser jogado no buraco. Seja como for, a polícia trabalha com a hipótese de que houve mais agressões físicas antes da morte propriamente dita.
Outro ponto que ainda tá meio nebuloso é a motivação do crime. Até agora, não se sabe se o assassinato teve relação com alguma desavença pessoal, se foi algo planejado ou mesmo se foi cometido no calor do momento. A delegacia especializada, que tá cuidando do caso, quer entender se o crime foi cometido por uma única pessoa ou se teve ajuda — o que, aliás, não tá descartado.
A comoção em torno do caso tem sido grande, especialmente porque Adalberto era uma figura conhecida no meio empresarial e também frequentador de eventos de motos. Amigos e familiares têm pressionado por respostas rápidas e cobram justiça nas redes sociais. Inclusive, nos últimos dias, algumas postagens chegaram a levantar teorias sobre o que poderia ter motivado o crime — de ciúmes a disputas comerciais. Mas, por enquanto, nada disso foi confirmado.
O que se sabe com certeza é que a polícia segue firme na investigação e já avisou que novas diligências devem acontecer nos próximos dias. O caso, agora, tá sendo tratado como prioridade dentro do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Enquanto isso, familiares de Adalberto tentam lidar com o luto e a falta de respostas definitivas. A tragédia, marcada por um mistério sombrio e por um cenário inusitado — um buraco dentro do Autódromo de Interlagos —, ainda está longe de chegar ao fim.