A manhã deste sábado (20) começou mais silenciosa para a apresentadora Renata Fan e seus familiares. Morreu Paulo Antônio Ribeiro Fan, pai da jornalista e uma figura bastante conhecida no interior do Rio Grande do Sul. A confirmação do falecimento veio por meio da Funerária Mousquer e Brum, responsável pelos serviços funerários, informação que rapidamente circulou entre amigos próximos e pessoas da região.
De forma discreta, como a família preferiu conduzir todo o momento, o corpo de Paulo Fan foi cremado em uma cerimônia reservada apenas a familiares. O ato aconteceu no Crematório Dom José, em Santa Rosa, no Noroeste do Estado. Nada de homenagens públicas, discursos ou grandes despedidas. Foi tudo mais íntimo, do jeito que ele e os seus sempre gostaram.
Até agora, a causa da morte não foi divulgada. A família optou pelo silêncio, e Renata Fan, conhecida nacionalmente por comandar o programa “Jogo Aberto”, da Band, também não se pronunciou nas redes sociais ou em entrevistas. Quem acompanha a apresentadora sabe que ela costuma ser muito próxima da família, mas também preserva momentos delicados longe dos holofotes.
Paulo Antônio Fan não era famoso na televisão, mas tinha nome forte em Santo Ângelo, cidade onde nasceu e construiu sua vida. A cerca de 500 quilômetros de Porto Alegre, ele se destacou profissionalmente como gerente da Cotrisa, uma cooperativa importante para o setor agrícola local. Era daqueles profissionais respeitados, conhecidos pelo jeito sério no trabalho, mas sempre acessível no dia a dia.
Entre amigos e conhecidos, Paulo também ficou marcado por uma paixão que atravessou gerações: o Sport Club Internacional. Foi dele que Renata herdou o amor pelo Colorado, algo que ela nunca escondeu, nem mesmo fora do ar. Em várias entrevistas, a apresentadora já contou que o futebol, especialmente o Inter, sempre foi um elo forte dentro de casa.
Em um desses relatos, Renata chegou a relembrar um episódio tenso vivido pelo pai. Paulo sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) enquanto assistia a uma partida do Internacional. O susto foi grande e mudou a rotina da família por um bom tempo. Um momento que era de emoção virou preocupação e medo.
Renata já explicou, com emoção, como essa ligação com o clube nasceu dentro de casa. “Eu tive vários momentos em que eu entendi que o Inter veio na minha genética. Ele foi apresentado pelo meu pai, se consolida no meu irmão, que é um Colorado fanático e entende muito de futebol, e principalmente pelo meu pai”, disse ela em uma ocasião. Para a apresentadora, o clube sempre foi mais do que futebol. “O Inter é o elo que nos une desde o primeiro dia até hoje. Eu tenho muito orgulho de ser Colorada, de ser torcedora”, completou.
Ela também relembrou o período difícil após o AVC. Segundo Renata, durante muito tempo a família teve medo de que Paulo voltasse a passar mal ao assistir a um jogo. “Poucas pessoas sabem, mas meu pai teve um AVC vendo um jogo do Inter. Ficamos com muito medo de que ele voltasse a sentir aquilo”, contou. O retorno dele aos jogos, depois da recuperação, foi visto quase como uma vitória pessoal.
A morte de Paulo Fan acontece em um momento em que Renata segue ativa na televisão, sempre com energia, comentários firmes e bom humor. Por trás das câmeras, no entanto, fica a dor de uma filha que perde o pai, o amigo e o responsável por tantas memórias, inclusive as ligadas ao futebol.
Mesmo sem manifestações públicas, o sentimento de perda é compartilhado por quem conheceu Paulo Antônio Fan, seja no trabalho, na arquibancada ou na convivência diária. Fica a lembrança de um homem simples, apaixonado pela família, pelo Inter e pela cidade onde construiu sua história.