Mãe de aluno autista coloca gravador na mochila do filho e flagra professora dizendo coisas terríveis

 

Marina Valente, cuja foto está acima, começou a notar comportamentos atípicos em seu filho de 11 anos, que é autista. O menino passou a demonstrar ansiedade em relação à escola, levando a mãe a suspeitar que algo estivesse errado.

O garoto frequenta a Escola Classe 8, situada no Guará II, no Distrito Federal. Marina teve a ideia de colocar um tablet com gravador na mochila do filho e, assim, capturou uma suposta ameaça feita pela professora a alunos autistas. Após o ocorrido, Marina denunciou o caso à Polícia Civil, sem divulgar a identidade da professora.

Mãe fica aterrorizada com áudios

Marina decidiu colocar um gravador na mochila de seu filho e, ao ouvir as gravações quando ele voltou da escola, ficou chocada com o conteúdo. Supostos áudios atribuídos à professora estão causando indignação devido ao tom agressivo usado pela educadora.

Em um dos trechos, é possível ouvi-la dizendo: “Fala direito, está morto? Mexa a boca para falar”. O delegado Anderson Espíndola está liderando a investigação desse caso que está gerando repercussão no Distrito Federal. Ele afirmou que todos os fatos estão sendo apurados e, após análise e inquérito, o caso será encaminhado ao judiciário.

Mãe notou comportamento do filho

Marina relatou que seu filho passou a exibir um comportamento atípico. O momento de ir para a escola se tornou extremamente difícil, com o garoto enfrentando crises de ansiedade e até mesmo se automutilando. Preocupada, a mãe suspeitou que algo estava errado e optou por colocar um gravador na mochila, capturando assim a agressividade da professora em sala de aula.

Na delegacia, professora acusada de maltratar alunos reconhece que voz em gravação é dela

Nesta quinta-feira (6/7), a professora que foi gravada desrespeitando crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em uma escola pública do Guará prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Ela admitiu que a voz ouvida nos áudios divulgados pelo Metrópoles era dela, mas não fez mais declarações. A defesa da investigada informou que ela se pronunciará apenas no âmbito judicial.

A diretora da Escola Classe (EC) 8 do Guará, também alvo de denúncias, afirmou à PCDF, na quarta-feira (5/7), que não tinha conhecimento dos acontecimentos até ser informada sobre a gravação pela família que denunciou o caso. Além disso, a gestora destacou que a servidora envolvida no incidente foi substituída.

Os advogados da professora, procurados pela reportagem, também comunicaram que não farão comentários sobre o caso, uma vez que ainda não tiveram acesso aos detalhes da investigação.

Gravação escondida

A mãe de um garoto de 11 anos registrou momentos de humilhação vividos por ele e outros três colegas de turma na EC 8 do Guará. A professora das crianças foi gravada aos berros ameaçando e depreciando os estudantes com TEA.

Os áudios foram registrados pela mãe em três dias diferentes: 5, 9 e 12 de junho de 2023. Ela utilizou um tablet guardado na mochila do filho para gravar as aulas, após perceber comportamentos incomuns dele em casa.

Nas gravações, a professora chega a dizer às crianças para não começarem com “essa loucura” e as ameaça, mencionando que elas irão “ver o que é bom para tosse”. Duas professoras eram responsáveis pelos quatro estudantes, sendo que a que teve os áudios divulgados está afastada por licença médica. A segunda professora, que ainda está em atividade, é considerada testemunha no caso por ter agido de forma conivente diante dos acontecimentos, de acordo com a denúncia.



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