Marcão do Povo faz queixa-crime contra Ludmilla em acusação de racismo; entenda

A briga judicial entre Marcão do Povo e Ludmilla, que parecia já ter esfriado, voltou a esquentar — e dessa vez com mais lenha na fogueira. O apresentador do SBT resolveu partir novamente para o ataque e entrou com uma queixa-crime contra a cantora, alegando que um vídeo recente publicado por ela nas redes sociais ultrapassa, segundo ele, todos os limites da liberdade de expressão. O motivo? A velha acusação de racismo, que insiste em não sair de cena.

A ação foi registrada em Barueri, na Grande São Paulo, cidade onde Marcão optou por formalizar a denúncia. O foco principal do processo é um vídeo divulgado por Ludmilla no dia 19 de dezembro, poucos dias antes do Natal, quando o assunto já estava rendendo comentários em programas de fofoca, redes sociais e até rodas de conversa informais. De acordo com informações publicadas pela Folha de S.Paulo, a polícia já abriu um inquérito para apurar o conteúdo da publicação e entender se houve, de fato, algum excesso por parte da artista.

No vídeo que gerou toda a nova confusão, Ludmilla rebate uma fala feita por Marcão ao vivo no SBT. Na ocasião, o apresentador afirmou que teria sido absolvido da acusação de racismo, algo que a cantora nega com veemência. Sem rodeios, ela falou direto com seus seguidores, em um tom visivelmente indignado. “Ele não foi inocentado, gente. Na verdade, ele usou uma manobra pra se livrar das consequências”, disse ela. Segundo Ludmilla, a Justiça reconheceu o racismo sofrido por ela, mas, por questões processuais, o apresentador não sofreu punição. “É uma manobra absurda”, completou, sem esconder a revolta.

Esse tipo de posicionamento público, no entanto, não caiu nada bem para Marcão do Povo. Em sua defesa, ele afirma que o vídeo contém informações falsas e que Ludmilla estaria desqualificando uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), algo considerado grave do ponto de vista jurídico. Na queixa, a defesa do apresentador sustenta que as falas da cantora não podem ser tratadas como simples opinião ou crítica genérica. “Tais expressões não admitem ambiguidade semântica”, diz um trecho do documento, apontando que haveria uma imputação direta de conduta criminosa.

Nos bastidores da televisão, o clima é de cautela. Colegas próximos a Marcão evitam comentar o caso publicamente, enquanto aliados de Ludmilla reforçam que ela apenas exerceu seu direito de se defender e contar sua versão dos fatos. Nas redes sociais, como já era esperado, o público se divide. Tem quem apoie a cantora de forma incondicional e quem veja exagero na exposição do assunto em vídeo.

Vale lembrar que essa não é a primeira vez que o embate entre os dois ganha destaque. Desde a acusação inicial de racismo, o caso virou símbolo de um debate maior sobre responsabilidade, discurso público e justiça, temas que seguem em alta no Brasil atual. Em tempos de redes sociais, qualquer fala vira manchete, qualquer vídeo viraliza, e as consequências podem ser imprevisíveis.

Agora, com o novo inquérito em andamento, resta saber quais serão os próximos capítulos dessa história que parece longe de acabar. Enquanto a Justiça analisa os detalhes, Ludmilla segue com sua carreira e Marcão continua à frente de seu programa, ambos sob os olhares atentos do público. E, como costuma acontecer nesses casos, a pergunta que fica é: quem realmente vai sair ganhando dessa briga? Só o tempo — e os tribunais — dirão.



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