Monique acusa Jairinho pela morte de Henry Borel: “Creio que foi ele”

O Caso Henry Borel: Revelações Dramáticas no Júri

No dia 2 de junho, Monique Medeiros, a mãe de Henry Borel, compareceu ao II Tribunal do Júri da Capital, localizado no centro do Rio de Janeiro, e fez um depoimento que trouxe novos elementos à trágica história da morte de seu filho. Durante seu testemunho, Monique apresentou uma versão inédita dos eventos que cercaram a fatalidade que ocorreu na madrugada de 8 de março de 2021. Ela alegou que tinha sido orientada pela equipe jurídica de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, a mentir em seus primeiros depoimentos à polícia. “Hoje, eu creio que foi o Jairo”, declarou, deixando a todos presentes perplexos.

Um Depoimento Repleto de Revelações

Monique, que enfrenta acusações de homicídio qualificado por omissão, compartilhou que não estava ciente do que realmente havia acontecido com seu filho na fatídica noite, pois afirmou ter sido dopada por Jairinho. Essa afirmação levanta questões sérias sobre a dinâmica entre os dois e o ambiente em que Henry vivia. Além disso, ela relatou episódios de agressão que, segundo ela, começaram desde o início de seu relacionamento com o ex-vereador. Um exemplo que ela citou foi um incidente em novembro de 2020, onde Jairinho teria agredido Henry de forma violenta.

Um Relato de Medo e Manipulação

Monique também revelou que, em várias ocasiões, Jairinho lhe dava medicamentos para dormir, e que ela encontrou remédios triturados em taças de vinho. Isso leva a crer que a situação era muito mais complexa do que se imaginava inicialmente. Ao falar sobre a relação entre Jairinho e seu filho, Monique declarou que não tinha ideia de que ele poderia ser capaz de agredir a criança. “Se eu tivesse suspeita de tortura, agressão, de qualquer coisa, eu não teria continuado nesse relacionamento”, afirmou, mostrando um profundo conflito interno.

Mudanças no Comportamento de Henry

Durante seu depoimento, Monique observou mudanças drásticas no comportamento de Henry, que, segundo ela, se tornara mais triste e apresentava episódios de tremores e vômitos, especialmente na presença de Jairinho. Essas observações podem indicar que a criança estava, de fato, vivendo um ambiente hostil, que a mãe não conseguia perceber ou entender plenamente. Em um momento particularmente angustiante, Monique descreveu a noite da morte de Henry, afirmando que adormeceu rapidamente e foi acordada por Jairinho, que disse que o menino estava respirando mal.

Um Desfecho Trágico

Ao chegar ao quarto, Monique encontrou seu filho de barriga para cima, algo que considerou incomum. “O Henry estava gelado. O olhinho dele estava olhando para o nada”, relatou, visivelmente emocionada. Essas palavras ecoaram na sala do tribunal, trazendo à tona a dor de uma mãe que perdeu seu filho de forma tão brutal. Monique, ao longo de seu depoimento, não conseguiu conter as lágrimas, especialmente ao lembrar do enterro do pequeno Henry, um momento que certamente ficará marcado para sempre em sua memória.

A Relação Complicada com Jairinho

A mãe também descreveu como Jairinho, no começo do relacionamento, parecia ser carinhoso tanto com ela quanto com Henry. No entanto, com o tempo, seu comportamento tornou-se controlador e agressivo. Essa mudança drástica na personalidade de Jairinho levanta questões sobre a verdadeira natureza do relacionamento entre eles e como isso impactou a vida de Henry.

O Andar do Julgamento

O depoimento de Monique encerrou-se, e agora o tribunal se prepara para ouvir Jairinho, que também enfrenta sérias acusações, incluindo homicídio qualificado e tortura. Após os interrogatórios, o procedimento do júri exige debates entre o Ministério Público e as defesas antes da votação final pelo Conselho de Sentença. Este caso, que já se tornou um dos mais longos do Rio de Janeiro nos últimos 18 anos, continua a chocar e a mobilizar a opinião pública, que aguarda ansiosamente por justiça.

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