Morre Helena de Grammont, jornalista da TV Globo, aos 74 anos

Nesta quinta-feira, 27 de abril de 2023, o jornalismo brasileiro perdeu uma grande referência, a jornalista Helena de Grammont. Aos 74 anos, Helena faleceu na capital paulista, e a causa de sua morte não foi informada. A notícia foi compartilhada por sua sobrinha, Lili de Grammont, em uma rede social.

Helena de Grammont nasceu em Botucatu, interior de São Paulo, onde iniciou sua carreira no jornalismo. Entretanto, foi na TV Globo que ela desenvolveu a maior parte de sua trajetória profissional, trabalhando na emissora por mais de 30 anos. Ela passou por todos os telejornais da emissora, até chegar ao Fantástico, onde deixou sua marca e conquistou o respeito e a admiração do público e de seus colegas de trabalho.

A jornalista enfrentou uma das maiores tragédias que uma família pode enfrentar: a morte de uma irmã, Eliane de Grammont, que foi vítima de feminicídio. Esse fato a mobilizou e a transformou em uma importante figura do movimento feminista dos anos 80. Helena de Grammont lutou pela justiça e pelos direitos das mulheres, em uma época em que o tema era pouco discutido na sociedade brasileira.

Sua atuação no movimento feminista foi fundamental para que outras mulheres se unissem e exigissem justiça em casos de violência doméstica e feminicídio. Helena de Grammont deixou um legado importante para as mulheres brasileiras e para a história do jornalismo no país.

Além de sua carreira no jornalismo, Helena de Grammont também era mãe de três filhos e era viúva do jornalista Juarez Soares, que faleceu em 2019, aos 78 anos.

A morte de Helena de Grammont é uma grande perda para o jornalismo brasileiro e para todos aqueles que admiravam seu trabalho e sua luta pelos direitos das mulheres. Sua história e seu legado serão lembrados e continuarão inspirando gerações futuras de jornalistas e feministas.

A importância da presença feminina no jornalismo brasileiro é cada vez mais evidente, e a luta de Helena de Grammont pelos direitos das mulheres é um exemplo de como as mulheres têm muito a contribuir para a profissão e para a sociedade como um todo. É necessário valorizar e incentivar a presença de mulheres em todos os campos, incluindo o jornalismo, para que suas vozes sejam ouvidas e suas histórias sejam contadas.

A morte de Helena de Grammont é uma perda irreparável, mas sua luta e seu legado continuam vivos e inspirando novas gerações de mulheres a lutar por seus direitos e por uma sociedade mais justa e igualitária.



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