Policial do DF é investigado após ameaçar ex com tiros: “Mato rindo”. Veja vídeo

Escândalo na Polícia Civil: Áudios Revelam Violência de Escrivão Contra Companheira

Recentemente, vieram à tona áudios que expõem a brutalidade de um escrivão da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) identificado como Bruno Moreira dos Santos. Os registros, que foram obtidos com exclusividade, revelam surtos de violência em que o homem xinga, ameaça e até dispara contra sua então companheira. A situação é ainda mais alarmante, pois a polícia investiga se os tiros foram disparados com a arma funcional do servidor.

Relato da Vítima

Em uma reportagem que busca trazer à luz a realidade dessa situação, a equipe de jornalismo localizou a vítima, que, apesar de estar com muito medo, concordou em dar uma entrevista. Contudo, em razão da gravidade da situação, ela pediu para não ser identificada. Durante a conversa, a mulher compartilhou detalhes sobre a violência que sofreu ao longo do relacionamento conturbado com Bruno e expressou sua necessidade de justiça.

Histórico de Violência

Segundo relatos, os episódios de violência ocorreram diversas vezes durante os dois anos em que estiveram juntos, especialmente quando Bruno estava sob efeito de álcool. A gravação que a coluna teve acesso tem mais de 13 minutos e foi registrada em 30 de agosto de 2025. O que se ouviu foi um verdadeiro pesadelo, que teve início após uma confusão em uma balada popular no centro de Brasília.

A vítima narrou que a fúria de Bruno começou quando uma cliente do bar acionou os seguranças, alegando que ele a empurrou. Em resposta, o escrivão, que estava armado, pediu para que os seguranças verificassem as câmeras de segurança do local, insistindo que não havia feito nada de errado. Após sair do bar, toda a raiva dele foi direcionada à sua companheira.

Momentos de Terror

Durante a gravação, a mulher implora para que Bruno não atire e tenta entender o que teria feito para provocar sua fúria. As respostas que ela recebe são recheadas de ofensas e mais ameaças. O áudio é perturbador, e em determinado momento, Bruno se exalta e faz declarações como “matar rindo” e “arrancar cabeças”.

Ele diz: “Eu mato os outros rindo! Você entendeu essa porra? Eu mato rindo; eu mando pra casa do caralho. Eu pego o canivete e arranco o pescoço! Eu arranco no dente, porra; arma é o caralho! Eu corto a cabeça no dente! Eu fico três dias mordendo essa porra no dente!” O desespero da mulher é palpável, e os disparos que ele efetuou durante a gravação apenas reforçam o clima de terror.

A Busca por Justiça

Após essa noite aterradora, a mulher decidiu procurar uma delegacia e registrou um boletim de ocorrência contra Bruno. A justiça atendeu ao pedido dela e medidas protetivas de emergência foram concedidas, mas, lamentavelmente, foram revogadas em uma decisão judicial posterior. Essa reviravolta só aumenta a sensação de impotência que muitas vítimas de violência doméstica sentem.

Investigação em Andamento

A PCDF, ao tomar conhecimento dos fatos, informou que a Corregedoria-Geral adotou as devidas providências legais e instaurou um inquérito policial para apurar todas as circunstâncias envolvidas. O procedimento está em fase de conclusão. No âmbito administrativo, foi determinada a retirada da arma de fogo funcional do servidor.

Um fato que não pode ser ignorado é a importância de se ouvir as vozes das vítimas e de dar a elas o suporte necessário. Casos como esse não são isolados e refletem uma problemática social que precisa de atenção e ação efetiva para que a justiça seja feita.

Considerações Finais

Esse caso, além de ser um alerta sobre a violência doméstica, nos faz refletir sobre a necessidade de apoio às vítimas e a urgência em se criar mecanismos que garantam a segurança delas. É fundamental que a sociedade como um todo se mobilize para combater essa realidade tão cruel e que muitas vezes é silenciada.



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