Prato Duralex torna-se item de luxo e pode valer mais que um celular novo em 2025

Se você cresceu nos anos 80 ou 90, com certeza já comeu arroz e feijão num prato âmbar ou fumê que parecia indestrutível. Pois é, aquele famoso Duralex, que era figurinha carimbada na casa das nossas avós, voltou com tudo — mas agora como item de colecionador. E o mais curioso: tem gente pagando até R$ 400 em um único prato. Sim, aquilo que era simples, popular e até meio banal, virou artigo de luxo.

A moda agora é garimpar essas relíquias em brechós, bazares e sites de venda como OLX, Shopee e Mercado Livre. A busca é tanta que algumas páginas no Instagram são especializadas só nisso. E não é só nostalgia não. Tem uma mistura de memória afetiva, design retrô e uma pitada de escassez que transformaram os pratos em objetos desejados — quase como se fossem obras de arte de vidro.

Fabricados desde 1945 pela empresa francesa Duralex, esses pratos ganharam o coração dos brasileiros ali pelas décadas de 70 e 80. Resistentes, empilháveis, com um visual que combinava com qualquer cozinha… Eles eram tipo o Gol da Volkswagen dos utensílios domésticos: confiáveis e acessíveis. Só que, com o tempo, a produção começou a diminuir, principalmente depois que a fábrica lá na França entrou numa baita crise e quase faliu em 2020.

Isso mesmo, a Duralex entrou em recuperação judicial e, desde então, o que era comum virou raro. E como tudo que é raro tende a ficar caro, pronto: o preço disparou. Hoje, ter um prato Duralex em bom estado virou quase um investimento — ainda mais se for dos modelos clássicos e com o famoso selo “Duralex – Made in France” no verso.

A restauradora Larissa Cavalcanti, especialista em utensílios vintage, explica bem o porquê dessa febre: “Um prato Duralex bem conservado não é só resistente, é memória de infância, símbolo de uma época, e isso tem muito valor”. E faz sentido. Em tempos em que tudo parece descartável, resgatar algo que sobreviveu ao tempo (e às quedas no chão) é quase um manifesto.

Mas como saber se aquele prato esquecido no fundo do armário vale alguma grana? Bom, aqui vão umas dicas básicas:

  • Veja se tem o logo original, aquele “Duralex – Made in France” gravado atrás;
  • Cores como âmbar, fumê e verde-oliva são as mais valorizadas;
  • Nada de lascas ou trincas — isso derruba o preço;
  • Alguns modelos mais antigos têm um relevo nas bordas que ajuda a identificar.

Mesmo que não seja uma peça ultra rara, dá pra conseguir entre R$ 80 e R$ 200 em modelos comuns, dependendo da conservação. E isso sem falar nas versões mais difíceis de achar, que chegam a valores bem mais altos.

Esse movimento de valorização do “simples com história” não é exclusivo do Duralex. Tem gente colecionando copo de requeijão antigo, talheres esmaltados e até panela de ferro herdada da bisavó. É o que muitos chamam de vintage afetivo: objetos que carregam memória, duram uma vida e ainda têm charme.

No fim das contas, pode ser que um pequeno tesouro esteja escondido aí mesmo na sua cozinha. Vai saber… Talvez aquele prato que você usava pra comer bolo com Nescau na infância hoje seja peça de exposição — ou quem sabe renda uma graninha extra. Vale a pena dar uma olhada com carinho.



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