“Sem chão”, diz namorado de cientista brasileira morta atropelada em Lisboa

Uma tragédia que marca a vida de muitos

Na última quinta-feira, dia 25, uma notícia triste abalou a comunidade científica e amigos da pesquisadora brasileira Flávia Vasconcelos de Mello, que perdeu a vida em um acidente trágico em Lisboa. A dor da perda é frequentemente indescritível, e o namorado de Flávia, Yago Bezerra, expressou seu desespero através de uma comovente postagem nas redes sociais. Ele compartilhou seus sentimentos de vazio e incompreensão diante da ausência dela, que, segundo ele, o ensinou a viver intensamente.

A homenagem de Yago Bezerra

Yago, em suas palavras, revelou como a presença de Flávia iluminava sua vida. Em seu relato, ele mencionou:

“Flávia, muito obrigado por cada segundo que vivi com você. Você me ensinou tudo, só esqueceu de me ensinar a ficar sem você. Nossa história não termina aqui. Espero te encontrar em outras vidas, espero sentir seu cheiro, sentir seu abraço, acordar com o seu bom dia. Estou aqui, ansioso pra chegar o dia de te reencontrar.”

Essas palavras refletem não apenas a tristeza pela perda, mas também um profundo amor e gratidão por todos os momentos compartilhados. Yago ainda recordou a primeira vez que viu Flávia e como ela o inspirou a ser uma pessoa melhor, ressaltando o quão maravilhoso é o nosso planeta.

Quem foi Flávia Vasconcelos de Mello?

Flávia completou 36 anos em fevereiro e tinha uma carreira acadêmica admirável. Formou-se em Ciências Biológicas, além de ter um mestrado e doutorado em Ecologia. Sua dedicação a estudos sobre o meio ambiente a levou a Portugal para realizar um pós-doutorado no Instituto Português do Mar e Atmosfera, parte do Centro de Ciências do Mar e do Meio Ambiente (Mare).

Natural do Brasil, todas as suas graduações foram completadas na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Flávia era uma viajante apaixonada, e suas redes sociais eram um reflexo de suas aventuras, onde acumulou quase 10 mil seguidores. Ela compartilhou imagens de suas viagens por mais de 50 países, sempre destacando a importância de aproveitar a vida.

A repercussão e a dor da perda

Após a notícia da morte de Flávia, muitos amigos e familiares expressaram seu pesar nas redes sociais. Uma amiga comentou em uma de suas publicações: “A vida é injusta, mas você fez ela valer a pena ao máximo, que saudade você vai deixar minha amiga. Isso não pode ser verdade.” É incrível como a perda de uma vida tão vibrante pode impactar tantas pessoas.

Organização de ajuda e homenagem

O Mare, onde Flávia trabalhava, divulgou uma nota lamentando sua perda e destacando seu legado como cientista e amiga. Eles mencionaram que sua energia contagiante e alegria de viver deixarão uma marca indelével entre colegas e alunos.

Amigos e familiares também se mobilizaram para organizar uma vaquinha online, que arrecadou mais de R$ 120 mil para ajudar a custear o traslado do corpo de Flávia de volta ao Brasil. A expectativa é que o velório ocorra no Rio de Janeiro.

O acidente

De acordo com informações da CNN Portugal, o acidente aconteceu quando Flávia estava atravessando a faixa de pedestres. Testemunhas relataram que a cena gerou uma grande preocupação, com a presença de dois médicos que estavam por perto e tentaram prestar socorro. Infelizmente, apesar dos esforços da equipe médica, Flávia não sobreviveu.

É um momento difícil para todos que conheciam Flávia, e suas contribuições para a ciência e suas memórias continuarão a viver naqueles que tiveram o privilégio de conhecê-la.



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