Xuxa rebate críticas sobre flacidez e faz deboche: ‘Tem que ver o resto’

No próximo “Criança Esperança”, três ícones da TV brasileira vão dividir o mesmo palco: Xuxa Meneghel, Eliana e Angélica. Pra quem cresceu nos anos 80, 90 e até início dos 2000, esse encontro tem peso de nostalgia pura. Afinal, cada uma delas, à sua maneira, marcou gerações. A Xuxa com seus discos e programas matinais que paravam o país, a Eliana com os domingos recheados de brincadeiras e músicas infantis, e a Angélica que também não ficou atrás com o famoso “Angel Mix” e toda aquela energia loiríssima de fim de tarde.

Recentemente, antes mesmo da apresentação oficial, elas foram vistas juntas nos bastidores da atração. O clique rodou as redes sociais e, como sempre acontece na internet, não faltou gente pra elogiar e também pra criticar. No meio desse turbilhão, a eterna “Rainha dos Baixinhos” acabou sendo alvo de comentários maldosos, tudo por conta da aparência do braço. Sim, isso mesmo: a galera resolveu apontar a flacidez do braço de Xuxa como se fosse a coisa mais relevante do mundo.

E olha que curioso: em vez de se abalar, Xuxa tratou o assunto com ironia e bom humor, respondendo diretamente num comentário online. “Tem que ver o resto… tá pior!!! Hahahaha… mas a idade chega para todos!”, escreveu, arrancando risadas e aplausos de quem acompanha a trajetória dela há décadas. Foi aquele tipo de resposta que corta a maldade pela raiz, sabe? Como quem diz: “pode falar o que quiser, mas eu tô em paz comigo mesma”.

Os fãs, claro, não deixaram barato e saíram em defesa da apresentadora. “Não se pode envelhecer neste país, né rainha? Você está maravilhosa!”, comentou uma seguidora. Outra foi mais direta ainda: “Maravilhosa”, só isso, mas carregado de carinho. E é interessante ver esse contraste: de um lado, pessoas presas a padrões de juventude eterna, do outro, admiradores celebrando a naturalidade do envelhecer.

Se a gente parar pra pensar, isso revela muito sobre a cultura atual. Vivemos num tempo onde até filtros de Instagram envelhecem mais bonito do que gente real. Só que a verdade é que ninguém escapa do tempo, nem mesmo quem foi símbolo de beleza e juventude por tantos anos. E Xuxa, com toda a sinceridade e até certa ousadia, parece entender isso melhor do que muita gente que comenta atrás de um teclado.

Outro ponto é que essa reunião com Eliana e Angélica não acontece por acaso. Existe uma carga simbólica enorme nisso. Elas representam uma fase da televisão brasileira que dificilmente vai se repetir. Hoje em dia, as crianças estão mais no YouTube, TikTok e até no Kwai, do que sentadas em frente à TV esperando a apresentadora chamar o próximo desenho. O “Criança Esperança” está, de certa forma, resgatando esse espírito, colocando no mesmo palco três figuras que ajudaram a construir a infância de milhões.

E a polêmica do braço, convenhamos, vira até detalhe pequeno diante da grandiosidade desse momento. É como se alguém fosse no show dos Stones e reclamasse da voz do Mick Jagger aos 80 anos. Faz parte da vida, da passagem do tempo. O que importa é o legado, a energia, a presença.

No fim das contas, essa história mostra duas coisas. Primeiro: a internet pode ser cruel, mas também sabe ser acolhedora. Segundo: Xuxa segue sendo rainha, mesmo quando transforma críticas em piada. Se a idade chega pra todos, como ela mesma disse, que chegue assim: com humor, coragem e sem medo de mostrar a verdade.

E cá entre nós, quem vai ligar pro braço da Xuxa quando ela, Eliana e Angélica surgirem juntas, cantando e celebrando a esperança no palco? Isso sim vai ser histórico.



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